Mapas geopoéticos da guerra é um projeto de pesquisa em rede internacional realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina em colaboração com Università di Roma Tre, Università per Stranieri di Siena, Università G. D’Annunzio di Chieti-Pescara, Universidad de Buenos Aires, e financiado pelo CNPq (403271/2024-0).

O objetivo é criar uma cartografia poética a partir da experiência de alguns poetas italianos: Eugenio Montale, Giorgio Caproni, Andrea Zanzotto e Amelia Rosselli. Qual a relação entre poesia e guerra nestes laboratórios? Como a guerra é trazida na página poética? Quais demandas ela coloca? Estas são algumas questões que os mapas inovadores tentam problematizar, a partir de uma estrutura hipertextual, que permite traçar algumas trilhas, interagir e refletir sobre a relação entre poesia-guerra central para o século XX. Entrevistas com especialistas, professores, poetas, leituras de fragmentos de textos e outros materiais coletados e trabalhados fazem parte desta cartografia.

A experiência da Segunda Guerra Mundial deixa marcas indeléveis: escava e corrói a linguagem, repropõe ruínas e retomadas de formas tradicionais, abre caminhos e desativa algumas operações que, se por um lado apontam para um novo uso da linguagem poética, por outro não deixam de ser um trabalho sobre si, que é também resistência e transformação, e, logo, um espaço do éthos e do político.

Cada autor recebeu uma cor específica e cada mapa oferece percursos críticos, com diferentes recursos, por meio dos quais é possível aprofundar autonomamente aspectos relativos aos autores e suas obras, sempre com uma perspectiva geopoética.

Ao longo do projeto estão previstas iniciativas de disseminação dos conteúdos e de divulgação científica.

Navegue pelo mapa abaixo para conhecer os quatro autores do projeto: